Desdobramentos Performar

Meu nome é Ana Carolina Wenceslau, sou artista da dança, pesquisadora e professora. A cultura afro-brasileira é o chão que sustenta o meu caminhar e que nos últimos doze anos vem estruturado como Poéticas Negras, uma pesquisa que sugere percepções da diáspora africana em diálogo com a dança e a cultura brasileira. Os saberes da tradição dos orixás e os saberes da terra são índices de referência que podem localizar esses meus interesses. De modo geral, o pensar nagô me oferece uma visão de mundo ecológica, dinâmica e interconectada. Assim sendo, me descobri artesã saboeira e hoje produzo os meus próprios sabonetes artesanais naturais, passei a cultivar ervas aromáticas e a integrar os óleos essenciais e os chás na rotina dos meus dias como práticas de autocuidado e atenção ao corpo. Sinto nesse movimento a conexão com um arquivo vivo ancestral e esses rituais nutrem também o meu olhar de dança e suas poéticas de criação como intérprete e como docente. A cosmogonia africana molda o meu modo de ver e de me relacionar com o fazer dança, o fazer ciência e o meu modo particular de perceber o outro e a potência dos encontros humanos e artísticos como o “Performar arquivos – edição Goiânia”.

Para o projeto Performar Arquivos – Edição Goiânia ofereci uma vivência a partir da saboaria artesanal com produtos naturais elaborados por mim além da vivência sensorial com plantas medicinais e os óleos terapêuticos e o saborear de chás com a partilha gastronômica de um pão artesanal de qualidade. Esses procedimentos atuaram como dispositivos para conectar a todos em coletivo ao mesmo tempo em que ofereceu um espaço às individualidades. Um espaço de acolhimento e de respeito à diversidade. Nesse lugar criado e tecido coletivamente comungamos juntos para pensar nossas histórias, nossas caminhadas, repensar nossos arquivos e nossas memórias. Produção de conhecimento a partir da experiência da escuta e do estar junto numa mesma frequência. Pensar esse campo de frequência como os tambores sagrados foi o tema do meu seminário e sintetiza isso que pode ser entendido como um acontecimento para aprofundar os nossos olhares e os nossos sentidos para os múltiplos universos que cada ser representa.

 

Desdobramentos Performar

 

A medida que me lanço ao longe para me conectar com tantos projetos e histórias de vida e de dança aprofundo minhas raízes nas africanidades que me constituem. Os encontros e a residência Performar arquivos foram intensos e provocadores. Concluo essa jornada tocada e transformada pelo mergulho em tantos arquivos e memórias dançantes e suas potências, errâncias, eixos, desvios diversos e criativos. Poéticas Negras segue como um manancial inesgotável de caminhos. Como uma possibilidade de pensar as poéticas de criação em dança em ressonância com mundos sonoros de uma terra viva e milenar, como os baobás, árvores sagradas e arquivos seculares de povos cuja ancestralidade rege vidas atlânticas.

O meu caminhar sempre foi movido pelo interesse por dança. A dança me guiou por universos diversos que moldaram o meu modo de me relacionar com o mundo. Ao comungar danças, fui levada a territórios distintos que ao longo dos anos pude conectá-los e ressignificá-los.

A descoberta do meu chão primordial foi bastante longa. Quando comecei a estudar as práticas de danças brasileiras mergulhei em diversas experiências formativas que tinham como base o enraizar dos pés, a construção poético-somática da sua estrutura. Esse aprofundar dos meus pés sempre me conduziram às águas. E no início eu tinha a impressão de que chão é coisa “concreta”. Chão é terra e água, enquanto elemento é movência. Portanto, a vivência daquilo que percebia na experiência não produzia ressonância com a repertório técnico-poético de dança que tinha até então, em que chão nunca havia sido considerado.

Em seu livro “Estar Vivo”, Ingold (2015) no texto “Vendo a terra”, descreve a seguinte questão: “o que acontece se virmos a terra do ponto de vista do mar? E se, em vez de vermos o mar desde a terra, tentarmos ver a terra desde o mar?”

Eu me diverti com essa mudança de olhar. Essa astuta sutileza. Eis que Ingold (2015) nos provoca dizendo nos parágrafos seguintes em “Vendo a terra a partir do mar” como sendo “uma lição que o mar pode nos ensinar sobre a terra”:

Ao vermos a terra desde o mar, em contrapartida, é a solidez do próprio chão que é posta em dúvida. Que ela (a terra) não esteja também em repouso, mas em movimento e mudança incessante”

Na minha tentativa de tornar expresso esse caminhar, escrevi o texto “Tudo Começa Quando Escorre” (2016), apresentado como parte dos ensaios produzidos para o memorial formativo “Caligrafia: memórias em versos”, parte do meu trabalho de conclusão de curso da graduação em dança na Universidade Federal de Goiás. Nesse memorial, exercitei algo que também compõe o meu universo de pesquisa e criação: a escrita da experiência. Como tornar visível algo? A escrita como o momento do aprendizado e não como resultado ou resposta aos acontecimentos. A escrita como uma forma de me relacionar com aquilo que está me mobilizando. Existe algo já acontecendo na experiência e como eu revelo isso na escrita? Como a escrita pode ser criação? Como explorar essa investigação? Essas são questões que me acompanham.

“Escrever é fazer letra para a música do tempo; e é esta música, sempre singular, que nos indica a direção da letra, que seleciona as palavras que transmitam o mais exatamente possível seus tons, seus timbres, seus ritmos, suas intensidades” (Rolnik, 1993).

Nessa minha jornada, reconheço também que os encontros foram oportunidades para “refundar modos de operar”. O encontro e os vínculos afetivos com artistas da dança também forjaram aquilo que sou e eu honro a todos os mestres e amigos que partilharam comigo tanta vida.

O encontro é uma ferida. Uma ferida que, de uma maneira tão delicada quanto brutal, alarga o possível e o pensável, sinalizando outros mundos e outros modos para se viver juntos, ao mesmo tempo que subtrai passado e futuro com a sua emergência disruptiva (Eugénio & Fiadeiro, 2012).

E nesses poderosos encontros, vi-me convocada à presença de deuses que dançam. O tambor me chamou e revirou meu mundo. A linguagem do tambor me colocou em comunhão com outro tempo-espaço. Nesse universo infinito e particular pude acessar saberes por mim jamais imaginados e me perceber parte de uma cultura e de um legado milenar, ancestral, vivo que ressoa em cada célula do meu corpo. Renasci novamente dançando.

Como pesquisadora, dediquei-me a conhecer a história e os acervos de artistas negrxs da dança. Essa pesquisa me trouxe nomes de Katherine Dunham (1909-2006); Victoria Santa Cruz (1922-2014); Mercedes Baptista (1921-2014); Alvin Ailey (1931-1989); Raimundo Bispo dos Santos/Mestre King (1943-2018), Germaine Acogny (1944-); Ismael Ivo (1955-) e grupos como Brasiliana (1949); Viva Bahia (1962); Balé Brasil Tropical (1973); Balé Folclórico da Bahia (1988), entre tantos outros.

“Cada coreógrafo, cada grupo, cada artista com suas particularidades, mas todos como sínteses admiráveis da expressão e da profundidade da presença do “africano” no mundo moderno como uma grande força criadora” (GUIMARÃES, 2003).

O movimento desses artistas reflete as várias estratégias de ocupação e resistência, desenvolvidas no passado e no presente, pela população afrodescendente, a fim de promover a celebração e transmissão de suas diversificadas matrizes históricas e contemporâneas e, portanto, permanecer e se legitimar no transcurso do tempo (FAN, 2006).

Segundo Nirvana Marinho (2008), um legado, por definição, é aquilo que é deixado por uma tradição ou uma informação forte o suficiente para perdurar no tempo, ou seja, sua amplitude é tamanha que continua interessando e ecoando perguntas consideradas contemporâneas.

Esse é um legado que entrelaça danças tecidas em frequência de ancestralidades negras. Acervos entesourados de asè.

Seguindo essa frequência, busquei mergulhar em uma experiência que não se desse pela forma e aprendi uma postura relacional e respeitosa com a natureza, com outros seres vivos, seres humanos, com diferentes formas de perceber e construir a realidade.

Busco traduzir aqui essa maneira de conceber o conhecimento e produzi-lo, por meio da minha participação no projeto Performar Arquivos – edição Goiânia.

Meu campo de pesquisa, Poéticas Negras, está nas poéticas da dança e se relaciona com todo o universo de saberes e práticas construídos e transmitidos na diáspora africana.

O conceito de diáspora africana, segundo o antropólogo Júlio Tavares (2006), alude para a tentativa de cobrir a experiência de todos os descendentes de africanos fora da África. Explicita uma visão globalizada desse fenômeno, uma vez que, observam-se semelhanças culturais, alimentares, estéticas, corporais e religiosas, preservadas entre essas populações, espalhadas nas Américas (sul dos Estados Unidos, Caribe, Cuba, Brasil, por exemplo).

Interessam-me os modos de viver, os rituais, a mitologia, os modos de ser, os modos de conceber e, especialmente, os modos de compreender e criar sentidos do complexo cultural negro-africano que dá sustentação à cultura afro-brasileira.

Segundo Martins (2002), a cultura negra é o lugar das encruzilhadas:

[…] a noção de encruzilhada, utilizada como operador conceitual, oferece-nos a possibilidade de interpretação do trânsito sistêmico que emerge dos processos inter e transculturais, nos quais se confrontam e se entrecruzam, nem sempre amistosamente, práticas performáticas, concepções e cosmovisões, princípios filosóficos e metafísicos, saberes diversos, enfim.

Meu trabalho parte, então, de uma cosmovisão que está alicerçada no respeito à tradição e centrada na experiência particular da população negra da diáspora africana no Brasil. Na descolonização do conhecimento partindo de nossa experiência histórica. As africanidades, como base para a construção de nosso conhecimento. Um dos pilares das africanidades é a concepção de ancestralidade:

“É na memória e no culto aos antepassados históricos e míticos que a diversidade étnica e sua comunalidade africana afirma-se, constituindo-se com variáveis um ethos que se estende por toda a população afro-brasileira, recompondo na continuidade e na descontinuidade o conhecimento, o pensamento e as subjacências emocionais dos princípios inaugurais reelaborados desde épocas remotas (Ancestralidade Existencial: Ilê Asipá – 25 anos).”

Em Martins (2002), temos que uma das mais importantes concepções filosóficas e metafísicas africanas, a ancestralidade “constitui a essência de uma visão que os teóricos das culturas africanas chamam de visão negra-africana do mundo. Tal força faz com que os vivos, os mortos, o natural e o sobrenatural, os elementos cósmicos e os sociais interajam, formando os elos de uma mesma e indissolúvel cadeia significativa”.

As culturas negras, segundo Martins (2002), em seus variados modos de asserção, fundam-se dialogicamente, em relação aos arquivos e repertórios das tradições africanas, europeias e indígenas, nos jogos de linguagem intertextuais e interculturais, que performam.

O que pretendo no mergulho pelas ancestralidades negras na dança, não é nos apegar a modelos fechados, unitários e homogêneos de “pertencimento cultural”, mas abarcar processos mais amplos – o jogo da semelhança e da diferença – que estão transformando a cultura no mundo inteiro.

 

Entre cores, aromas, sabores e saberes antigos

 

Os procedimentos sugerem um mergulho prático e vivencial no universo das cores, aromas, sabores e saberes antigos. Conexão com a terra, a natureza e os saberes vivenciados nas comunidades-terreiro no Brasil. Saberes esses preservados e reatualizados pelos povos da diáspora.

A vivência, em Pirenópolis, município histórico do Estado de Goiás, foi um período de nutrição espiritual combinada com estímulo intelectual e as trocas entre os envolvidos associada a pequenos rituais.

Para nos conectar profundamente com a força da terra que sustentam os nossos pés e as nossas danças nada como honrar os pequenos rituais diários e trazer significado para cada passo e cada movimento.  Portanto, você, leitor, irá, a partir de agora, percorrer rastros daquilo que foi vivido em residência pela equipe do projeto e poderá saborear a partir dos procedimentos uma leitura que nos convida a respirar fundo, nos nutrir de ar e de vida. Uma leitura sensorial e aromática.

 

Ritual 1: Aromas

 

 

Durante os dias em que estivemos reunidos estudando e partilhando ideias, o aroma estimulante do óleo essencial (OE) de limão siciliano foi nosso companheiro amigo.

A partir da cartilha de referência da Lazlo, especialista em óleos essenciais no Brasil, um material produzido a partir do conhecimento etno-botânico, científico e cultural de inúmeros livros de aromaterapia, disponível no site, laszlo.com.br, temos que a aromacologia é o efeito positivo causado pelos aromas em todo organismo, nas emoções e no humor, para trazer bem-estar e melhorar a qualidade de vida humana.

O OE de limão siciliano auxilia na limpeza mental, trazendo clareza aos pensamentos, mais foco e objetividade. Deixa a mente mais desperta, reduzindo o sono e facilitando o estudo. Promove uma sensação de purificação e limpeza interna.

Sabemos que os aromas podem nos auxiliam a criar sinergia e harmonia entre as pessoas.

 

Ritual 2: A arte das folhas soltas

 

Nossas manhãs também foram deliciadas com chá de capimcidreira. Também é chamado de capimsantocapim-limão e capim-cheiroso. Quase não possui caule e suas folhas são estreitas e compridas. São folhas verdes. Com um forte aroma de limão, seu chá tem sabor cítrico. A infusão em chá dessa erva ajuda a aliviar o stress, o capim limão relaxa e reduz a ansiedade, além de ser refrescante. O chá é uma bebida milenar, o seu preparo é a arte das folhas soltas, uma cerimônia que carrega histórias e culturas, carregando também o seu mistério.

 

Ritual 3: Pão nosso de cada dia

 

O terceiro procedimento nos convocou à partilha e ao fortalecimento dos conceitos de abundância e prosperidade para criar relacionamentos harmoniosos entre as pessoas e a natureza.

Em uma passagem de seu livro: “Solo, Alma e Sociedade”, Kumar (2017) nos lembra algumas palavras de Gandhi:

“Produzir o próprio pão ou comprá-lo numa pequena padaria local são as únicas duas alternativas que podem nos libertar da opressão monopolista das grandes panificadoras. O primeiro passo para a autonomia do indivíduo e da comunidade local consiste em reaver nosso direito básico de acesso a um pão de boa qualidade. Uma fatia de pão saudável é um direito básico de todos”.

Em nossa residência, degustamos pães comprados em um comércio local que prestigia o pequeno produtor. Apreciamos um pão integral de mandioca e um pão de ameixa. Para acompanhar, geleia de gengibre com biomassa de banana e barunutella, que é a Nutella de baru.  A Nutella é um creme italiano de avelãs, cacau e leite. A versão do cerrado brasileiro é feita com a castanha de baru, fruto típico da região.

 

Ritual 4: Banhos e abertura de caminhos

 

Venho de uma família que produz sabão. Sabão natural, artesanal. Já se produziu sabão de cinzas. Sabão de gordura animal. Hoje eu produzo, como artesã saboeira, sabonetes de base vegetal, feito à mão, por saponificação natural. Sem adição de conservantes e substâncias prejudiciais ao corpo e ao ambiente. Os sabonetes produzidos artesanalmente por esse processo milenar não danificam a pele. Ao contrário, ajudam a cuidar e a preservar sua oleosidade natural.

A Saboaria Artesanal é uma prática de valor cultural e histórico brasileiros, difundida em todas as regiões do território nacional. Possui valor simbólico e identidade cultural. A origem da saboaria, ou a arte de produzir sabão, remonta à pré-história da humanidade. Cada vez que um artesão produz sua massa e a transforma, uma marca de memória é impressa.

Para nossa residência levei alguns sabonetes vegetais produzidos pelo processo de saponificação a frio. Feitos a partir de manteiga de murumuru, karité, cacau ou babaçu, com óleos saponificados de palma, palmiste, licuriri e girassol. Medicados com óleos essenciais e alguns foram trabalhados com argilas como aditivos.

Dizem que um bom banho lava a alma. É certo que as energias das águas ajudam a reestabelecer o equilíbrio orgânico e energético.

A travessia pelo projeto “Performar arquivos – edição Goiânia” teve sinergia com a minha trajetória de estar em diálogo com universos múltiplos de produção de conhecimento. Também foi a oportunidade de me apresentar como herdeira de uma tradição que continua a nos provocar e a nos nutrir fartamente.

A experiência com um potente coletivo de artistas e pesquisadores de dança me permitiu o dialogar com questões presentes de constituição de acervos como o são os baobás, árvores sagradas como campos de informação. Permitiu-me também me localizar a partir das frequências, como nos convidam os tambores. Ao mover na cadência do mar, da terra, do fogo e do ar. A performar arquivos como reviver e reatualizar nossas memórias, como fazemos nos ritos que atualizam os mitos, corporificados na matéria viva que é o corpo. Porque meus ancestrais compreenderam que é com o corpo que se vive. E o corpo é o nosso lugar de fala na dança. Corpo matéria. Corpo memórias. Corpo de histórias. Corpo de vidas!

Agradecimentos eternos por poder conhecer tantas trajetórias. Pelo acolhimento de todxs. Essa experiência fortalece o meu caminhar. Sigo em ressonância e já me sinto conectada com aqueles a quem esse material fizer chegar. Honro e agradeço à senhora do meu ori, aos meus ancestrais, aos mestres e a você que se conecta agora com essas palavras.

 

Referências Bibliográficas

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Ana Carolina Wenceslau

Artesã saboeira, intérprete-criadora, pesquisadora e produtora cultural com formação em dança. Mestre em Artes pela Unicamp (2008). Licenciada em Dança pela Universidade Federal de Goiás (2016). Concepção, curadoria e direção artística do Festival de Danças Poéticas Negras (2012). Atualmente é professora substituta do curso de Licenciatura em Dança do IFG Campus Aparecida de Goiânia.

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